Um desfile intemporal fluindo como um flashmob em constante metamorfose, o Desfile do Tempo celebra simultaneamente a mudança e a tradição, a fusão de linguagens e a espontaneidade da expressão coletiva. Mais do que um desfile, é uma experiência imersiva que pulsa ao ritmo do tempo e do corpo, convidando participantes e público a mergulhar num presente em constante construção.
Aqui o Corpo é o primeiro instrumento, consciente e expressivo, e todos os outros instrumentos tornam-se extensões naturais desse corpo em movimento. Um trajeto vivo que influencia e molda a performance, um jogo de grande escala que desperta os sentidos, afina a atenção e brinca na relação entre corpo, tempo e espaço. Inspirado nas tradições e culturas de outros tempos, funde-as com o presente, criando a cultura de hoje que será a tradição de amanhã.
Marco Santos | Criação, Direção Artística e Formação
Marco Santos é um criador transdisciplinar português, músico, percussionista, baterista, compositor, performer e pedagogo, cujo trabalho se desenvolve na intersecção entre som, movimento e corpo, partindo da ideia de que o som é movimento e o movimento é som. A sua prática atravessa música, dança e performance, explorando o ritmo como experiência física, sensível e relacional, onde o corpo se torna simultaneamente instrumento, linguagem e lugar de escuta.
Entre 2007 e 2021 teve a sua base na Holanda, desenvolvendo uma atividade internacional contínua como músico, performer e pedagogo, viajando regularmente para concertos, performances e workshops, em diálogo com diferentes culturas e contextos. Este percurso, profundamente enraizado na experiência e na partilha, moldou uma abordagem própria onde criação, composição, presença e escuta se entrelaçam.
Deste caminho emerge a PULSAR – Companhia do Corpo, não apenas como estrutura artística, mas como manifestação de uma prática desenvolvida ao longo de mais de duas décadas de investigação, criação e transmissão. A prática PULSAR nasce da escuta do corpo em movimento, cruzando ritmo, respiração, gesto e consciência, propondo um espaço onde o som se torna visível e o movimento audível. Entre criação artística, formação e investigação, afirma-se como um território de encontro entre indivíduos, disciplinas e experiências, onde o corpo é simultaneamente origem e destino da criação.
É também fundador da United Art Movement (UartM), movimento artístico internacional que promove o encontro entre diferentes linguagens e culturas. Ao longo do seu percurso colaborou com artistas como Sara Tavares, Lura, João Afonso, Luís Pastor, Doudou N’Diaye Rose, Gilles Apap, Uxía Senlle, Rui Horta e Clara Andermatt, entre outros, cruzando universos musicais e performativos diversos.
Como compositor e líder de projetos autorais, editou vários álbuns reconhecidos com prémios e nomeações nacionais e internacionais, mantendo uma prática contínua entre criação musical, performance e pedagogia. Desde 2022, vive e trabalha em Lisboa, mantendo uma presença ativa e itinerante, desenvolvendo projetos e colaborações em diferentes geografias, num percurso marcado pela transversalidade, pela escuta e pela criação coletiva.
http://www.marcosantosmusic.com/
André Tasso | Formação
André Tasso vive e trabalha em Lisboa. Estudou Design Cerâmico na Escola António Arroio e licenciou-se em Artes Visuais (Pintura) pela Universidade de Évora. Prosseguiu a sua formação no programa avançado de Artes Visuais da Maumaus, frequentando ainda o curso de Composição em Tempo Real no Ateliê RE.AL e integrando posteriormente o programa hAND_LAB no AND_LAB – Centro de Investigação Artística e Ciência Criativa, com João Fiadeiro e Fernanda Eugénio. Estudou guitarra eléctrica com Luís Lopes e piano com Ana Paula Sousa (Três Tristes Tigres), tendo posteriormente estudado na Escola de Jazz Luís Villas-Boas (Hot Clube de Portugal).
A sua prática desenvolve-se nas áreas das artes visuais e do som, com foco na guitarra eléctrica e na relação entre som e imagem, cruzando projetos de caráter expositivos, concertos, performance e música para teatro e cinema.
Apresentou trabalho em diversos contextos, como o projeto Catarata, em festivais e salas de espectáculos, entre os quais se destacam o Festival Rescaldo e LisboaSoa; a performance a solo “Colhendo Flores sobre os Telhados do Inferno” (Atelier Concorde); e “Um amplificador, duas guitarras noise”, em colaboração com Luís Lopes (Galeria da Boavista). Participou também no projeto “Different Trains”, no âmbito do evento Pré-reforma, na Faculdade de Belas Artes, organizado por Marco Moreira, e a solo a convite da revista de arte contemporânea Wrong Wrong, na Igreja de St. George. Realizou ainda concertos e colaborações com Paulo Jorge, Bernardo Álvares e Guilherme Parreira (Ler Devagar) e participou na Improjam de Solstício (Penha Sco), com Tiago Silva, Luís Lopes, André Lança, Nuno Afonso e Bruno Gonçalves.
No âmbito do cinema e do teatro, criou a banda sonora do filme “Uma Pátria Assim”, de Vítor Pomar; música para a peça “O Fosso dos Heróis” (Teatro Nacional D. Maria II); improvisação para a peça de teatro “ É como ar entra e sai” com Bernardo Chatillon (Centro de Inovação da Mouraria); e música improvisada para contos de Cláudio da Silva.
No campo expositivo, destaca-se a participação na Exposição “Mar Farpado”, de Miguel Palma, com a Instalação Sonora “Dóris 13” (Museu Marítimo de Aveiro). “Arquitectura como Qualquer Coisa Provisória” (Lumiar Cité), “À la recherche du temps perdu” (Instituto Alemão de Lisboa) e “Ver, Ser Visto e Máquinas de Ver” (Instituto Franco-Português).
Foi membro fundador da Associação Cultural do bar IRREAL, onde desenvolveu trabalho como programador e produtor nas áreas da música, cinema e exposições, sendo responsável pela criação e programação do ciclo de música MUZZ, no Jardim do Palácio Galveias.
Actualmente faz parte da Pulsar – Companhia do Corpo, um projecto com direção artística de Marco Santos, onde combina a Música, Dança e Teatro, com actuações na Casa da Música inserido no Festival da Antena 2, Fábrica das Águas e Teatro Ibérico.
Rui Aires | Formação
Músico e sonoplasta. Inicia os estudos musicais aos 7 anos de idade na Sociedade Musical Santa Cecília, em Aveiro. Nos últimos 14 anos estuda, mais consistentemente, percussão, em particular percussão tradicional Ibérica. Frequentou o curso de produção musical na “Escuela Creativa de Madrid”.
Do seu trabalho destacam-se os projectos: “Charanga” (Prémio Megafone @Festival Bons-Sons 2014), “Retimbrar”, “TEM.PÔ”, “Eliseo Parra & Las Piojas” (Madrid), entre outros. Com estes projectos actuou principalmente em Portugal e Espanha mas também em França e no Reino Unido. Entre projectos pessoais e colaborações participou, até ao momento, em 16 álbuns de música.
Como sonoplasta formou-se na “Escola superior de imagem e som – CES” de Madrid, no curso de “Som para cinema”. Nesta área destacam-se trabalhos como: “Mr. Trance”, série de animação para TV de Valério Veneras, “[NO-RES]”, documentário de Xavier Artigas (prémio “Melhor Documentário Nacional” @Documenta Madrid 2012).
Margarida Soares | Formação e Produção
Nascida em Beja, iniciou os estudos de música no Conservatório Regional do Baixo Alentejo.
Forma-se em Cenografia pela Escola Artística António Arroio e em Teatro Musical pela Escola de Danças Sociais e Artes do Espectáculo.
Licenciou-se pela Faculdade de Direito de Lisboa, tornando-se membro dos Coros da Universidade de Lisboa e Miosótis por 6 anos, ambos pela direcção do maestro Luís Almeida.
Viveu em Lisboa, Toulouse, Paris e Madrid e desde 2018 dedica-se parcialmente à gestão e educação de projectos de impacto social e ambiental, colaborando com agências das Nações Unidas, escolas e organizações sociais pelo mundo, em particular na Guiné-Bissau, Cabo Verde, Brasil, Gana e Nigéria.
É membro da Rizoma — uma cooperativa integral de ação coletiva e base comunitária —, estuda na Escola de Jazz Luiz Villas-Boas do Hot Clube de Portugal e segue explorando e improvisando os limites da multidisciplinaridade, dedicando-se à performance, produção, formação e gestão de projetos artísticos como PULSAR e Desfile do Tempo, ambos pela direcção de Marco Santos, e ainda dos coletivos Roda de Percussão Ibérica e Ensemble Experimental de Percussão e Ritmo com Sinais.