A Orquestra Sinfónica do Festival Internacional de Música de Setúbal é um projeto que reúne jovens alunos de música, provenientes das escolas de ensino artístico da região. Este projeto tem como objetivo promover o desenvolvimento artístico e técnico dos seus membros, proporcionando-lhes uma experiência de grande qualidade e um espaço de aprendizagem e convivência. A orquestra realiza dois estágios anuais, que são momentos de intensa preparação e ensaio, onde os músicos podem trabalhar sob a orientação de maestros e profissionais experientes. As suas apresentações, inseridas na programação do Festival, são o culminar deste trabalho árduo e revelam a dedicação e o empenho dos jovens músicos. Através deste projeto, o FIMS valoriza e dá visibilidade aos jovens alunos, ao mesmo tempo que contribui para o fortalecimento do panorama cultural e musical local.
Desde 2022, a Orquestra Sinfónica tem como diretor musical o maestro PABLO URBINA.
PABLO URBINA é o atual Maestro Titular da Orquestra do Algarve e, desde 2019, Diretor Principal da Orquestra Vitae de Londres. Galardoado com o 3.º Prémio no Concurso Internacional de Direção Siemens Hallé 2023, o seu principal objetivo como maestro é usar a música como veículo para transformar e melhorar a sociedade, dedicando a sua carreira a esse propósito.
Formado no Royal College of Music de Londres, dirigiu orquestras como a Orquestra de Rádio e Televisão Espanhola, Royal Liverpool Philharmonic Orchestra, The Hallé, Ulster Orchestra, Britten Sinfonia, Orquestra Sinfónica de Castilla y León, Orquestra de Câmara de Hong Kong, National Youth Orchestra of Great Britain, Waco Symphony Orchestra (EUA), Orquestra Sinfónica das Ilhas Baleares, Orquestra de Córdoba, Filarmónica de Málaga, Orquestra Sinfónica de Navarra, Orquestra de Granada e Sinfónica da Tunísia. Trabalhou com maestros como Bernard Haitink, Leonard Slatkin, Carlos Miguel Prieto, Lionel Bringuier e Jaime Martín, e com artistas como Anthony McGill e Danielle De Niese.
Com uma paixão igual pelo repertório operático e sinfónico, Urbina esteve envolvido em produções como Rusalka, A Flauta Mágica e Um Baile de Máscaras. Em Portugal, colaborou com orquestras como a Orquestra das Beiras, Orquestra Clássica da Madeira e Orquestra Nacional de Jovens, além de projetos com o Conservatório do Porto.
Urbina é profundamente comprometido com a educação e com o trabalho junto das comunidades mais vulneráveis; colabora regularmente em projetos educativos e é Embaixador do Amber Trust, ajudando crianças cegas a terem acesso à música.